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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

13 fevereiro 2012

Decepcionado com Deus

Assista em "Mens. em Vídeo" no menu acima a mensagem "Decepcionado com Deus". Veja aqui a sinopse:

“Tu me enganastes Senhor; eu fui enganado…”. Essa é a fala de Jeremias, no capítulo 20, se queixando de que Deus o havia iludido. O grande profeta de Israel, aquele que havia sido levantado para confrontar Reis, estava experimentando o “abandonado”.

Você já se sentiu assim? Já teve a sensação de que tudo o que você faz é inútil? Já experimentou na existência a desilusão, o fracasso, a perda e a dor? Nessa mensagem intitulada: “Decepcionado com Deus”, vamos analisar esta situação mais do que comum 
na vida de muitos, sobretudo daqueles que vivem a existência real, e não a encarnação de um personagem.

Vamos descobrir quais os motivos que nos levam a, por vezes, nos sentir esquecidos por Deus. Se puder, compartilhe também com alguém que esteja precisando!
 

Carlos Moreira

07 fevereiro 2012

Resposta ao Anônimo!



Prezado "Anônimo",

Não costumo falar com quem não tem coragem para se identificar e para debater, às claras, o que pensa e o que crer. No seu caso, faço isso em misericórdia e amor, pois claramente você é uma vítima desencantada do mundo religioso, que provavelmente já foi machucado em “casas de oração” que mais se parecem com casas de neuróticos. 

Há muito tempo posto no Genizah, que é o maior blog cristão do Brasil, com mais de 1,0 milhão de freqüentadores/mês. Meus textos tanto são apreciados quanto criticados. Não me dou ao desplante de responder, pois não tenho tempo... O esforço necessário para articular o pensamento e tentar levar alguns a pensar me roubaria a oportunidade de escrever outro texto...

Bem, anônimo, você não me conhece, você não sabe o que creio, quem eu sou, o que penso, e já chegou fazendo juízo a partir de uma única mensagem. Ou você é “Freud” mesmo, ou é muito arrogante. A mensagem é clara e simples para os simples, talvez, por isso, você a ouviu, mas não a atendeu. E não adianta ouvir de novo, pois o seu “espírito” está contaminado pela decepção com a religião e com, talvez, os evangélicos, coisa que há muito não me interessa.

Quanto a fazer parte e uma igreja litúrgica e sacramental, não há conflitos nisto, pois meu entendimento sobre tais coisas não me torna refém de nenhuma delas e ainda mais elas não me agridem nem me roubam a paz de qualquer natureza. Portanto, para mim, está bem resolvido. 

Se você acha meus ideais românticos e humanistas é porque o Evangelho tornou-se algo estranho aos cristãos, e por isso a mensagem soa como Paulo pregando em Atenas e as pessoas perguntando: “o que quer isto dizer.... que nova doutrina é essa?”.

Antes de fazer juízo se vivo ou não nesta perspectiva, você precisaria me conhecer, conhecer minha comunidade, conhecer minha família, meus amigos, e, talvez, só então, tivesse subsídios para fazer alguma conjectura, ainda que superficial, pois só Deus é capaz de penetrar nos escaninhos da minha alma e verificar o que ali se passa.

Quanto ao mais, não estou zangado, apenas decepcionado que você, em pleno Estado de Direito, num país democrático, lidando com um pregador do Evangelho, não tenha tido a coragem de “dar a cara para bater”. Eu preguei, postei, e lá está o meu nome e registrado tudo o que disse! E você, meu mano, está fazendo o quê? É um teórico de carteirinha, um crítico da mensagem alheia, um especialistas nas idiossincrasias da igreja contemporânea, um sofista moderno, um filósofo de ocasião, alguém que fala muito e faz pouco. Eu te digo, com reverência pela sua alma, com tremor e temor, “mostra-me esta tua fé sem obras que eu com as minhas obras te mostrarei a minha fé”.

No mais, aquele que vem em breve virá! Ele revelará o que se passou no coração de cada homem e trará as luz todas as nossas trevas. Vamos aguardar e ver quem foi cada um no solo da existência.

Com todo respeito,

Carlos Moreira

PS: ah.... pare de observar, como diz o título do seu comentário, e passe a fazer... Vai ser muito melhor!

Carlos Moreira, que põe nome, sangue, suor e vida em tudo o que faz!


26 janeiro 2012

O Agora e o Ainda Não




Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno”. 2ª. Co. 4:18

Não sei se  já te deste conta, mas teu dever é tornar-te um peregrino, um ser errante numa terra que não é tua, um andarilho da existência, alguém que deixa pegadas que se apagam enquanto ainda se caminha.

Por isso, não crie raiz, fuja de toda fixidez, esteja sempre pronto para ser “colhido do chão” da terra, pois tu e tudo é transitório, temporal, passageiro e fugaz. Lembra-te de que estais aqui apenas de passagem, um sopro e já não mais serás...

E eu penso comigo: coisa espantosa é o homem! Tão ambíguo, tão contraditório. Num momento é... no outro, já deixou de ser. Surpreende-me como consegue contrastar em si mesmo grandeza e miséria, luz e escuridade, paixão e ódio, vida e morte.

Eis aí vai o homem! Pensa que é, mas ainda não se tornou o que há de ser. O que será está mais a frente, está no futuro. Não te enganes ao pensar que ele trilha irremediavelmente rumo à morte, pois, na verdade, caminha a passos largos para nascer! Ou não sabes que é morrendo que se vive, pois a morte abre a porta, não a fecha, liberta-nos de quem fomos para vestir-nos de quem somos.

Portanto, olhe para a "morte" como tua amiga e aprende a esperá-la. Ela porá fim a todos os teus dilemas, te libertará de todas as tuas algemas, e, por fim, vencerá até mesmo o tempo. Sim, pois como disse Platão, "o tempo é a imagem móvel da eternidade imóvel". Mas lembre-se: para se ganhar o direito de "morrer" é preciso, antes, aprender a viver...

Entende, então: só quando não mais fores é que poderás ser... Como bem citou Manoel de Almeida “sinto tamanha saudade de algo que nunca partiu, porque também nunca chegou”. Hoje ainda és informe, mas amanhã serás matéria eterna; hoje és parte, amanhã serás todo; hoje és pecado, amanhã serás redenção!

Sei que há em ti essa ânsia de transcender, de ir além, mar a dentro, céu a fora. É que tu almejas por aquilo que ainda virá, a “Nova Jerusalém”! Por isso sê paciente, espera só mais um pouco, não desistas de ti mesmo! Saibas que “embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia”.

Portanto, conforma-te homem. Se ainda não te decifrastes, não te devores! Aprende que existir é paradoxo, é absurdo, mas ao mesmo tempo é também paixão e beleza. Por isso te trago a poesia de Erikah Azzevedo: “eu sou o "eu vivo", num querer transcender toda a essência do meu viver... e sou o "eu posso" , num querer ser num além mais de mim. Eu sou o que sou, e ser... me consome!”.

E assim eu te digo: abraça a tua impotência, consola-te por teres limites, entende que ainda estás preso ao corpo, sois pó que tomou forma: finito, tolhido, rascunho. Aceita, então, que a Graça te basta, pois és o agora e o ainda não!

Por fim, aquieta-te, pacifica as tuas guerras e descansa sob o solo sagrado do teu coração. Acolhe, portanto, o fato de que, neste momento, vês “... apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, verás face a face. Agora conheces em parte; então, conhecerás plenamente, da mesma forma como és plenamente conhecido”.

Carlos Moreira

24 janeiro 2012

Os que Vencem ao Fracassar




Em tempos de teologia da prosperidade, dos “mais que vencedores”, daqueles que decretam e “deus” faz, dos que não adoecem, não se deprimem, comem das “iguarias da terra” e desfrutam do “melhor” que lhes está “reservado”, eu confesso: sou um derrotado!

Provavelmente não há esperança para mim... Existo em meio a contradições, minha alma está dividida, estou em “milhares de cacos, eu estou ao meio”. A grande maioria dos meus sonhos nunca se cumpriu, boa parte dos projetos que idealizei deu em nada, já trabalhei sem ter resultados, me senti por vezes como Sansão, rodando a grande roda de moinho da vida sem sair do lugar.

Mesmo dizendo para mim mesmo que “tudo posso naquele que me fortalece”, continuo sentindo medo. Há “fantasmas” percorrendo as ruas sombrias da minha alma, lembranças que me atormentam, “vozes” que me assustam. Não raro sinto um aperto no coração, falta de ar, falta de espaço, falta de chão! Eu bem que queria ser daqueles que nunca retrocedem, que derrotam os “gigantes” e jamais caem na “batalha”, mas a verdade é que sou frágil, me canso, me desmotivo, sou como um qualquer, sou genérico, ainda que desejasse ser singular...   

Como disse o Lulu Santos em sua canção, “já não tenho dedos pra contar de quantos barrancos despenquei, e quantas pedras me atiraram, ou quantas atirei”. Já me meti em muitas enrascadas, fiz escolhas desastrosas, perdi tempo, perdi dinheiro, perdi amigos, perdi vida, essa coisa preciosa que não se pode recuperar, vida que escorreu pelos meus dedos, seiva que se foi como um rio pelo esgoto do cotidiano.   

Na verdade, “eu não sou um homem; sou um campo de batalhas” como afirmou Nietzsche. Dentro de mim há fogo, dores, desencontros e paradoxos. Estou em “guerra” contra Deus, contra o meu semelhante, contra mim mesmo. Luto para saber quem sou, por que sou, de onde vim, para onde vou? Por vezes eu tenho as respostas, já em outros momentos sinto-me suspenso, dependurado sob a navalha da verdade, encurralado entre a razão e a fé, entre o real e o intangível.

Mais há uma fagulha em mim que teima em não apagar. Mesmo reconhecendo que perdi muitas coisas, nunca se extinguiu a paixão que sinto por Deus. Ainda que eu esteja neste atoleiro existencial, onde não se vai nem para frente nem para trás, continuo crendo, pois existir é absurdo, é contra-fluxo, é contra-mão.

Eis, então, surge a “dialética de Paulo”: “de todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos”. Talvez lhe pareça o coro dos insensatos, mas não é. É paradoxo, é mistério, é, sem dúvida alguma, incompreensível tentar compreender com as lentes da razão aquilo que só pode ser discernido pelo coração.
 
Talvez seja por isso que eu continuo, insisto, não desisto. Há dias que estou de pé e outros nos quais me arrasto pelo chão gelado do inimaginável. Vou, como diz Che Guevara, “derrota após derrota até a vitória final”. Faço como me ensina a Escritura, “diga o fraco: eu sou forte”. 

E quem foi que disse que só se vence quando se ganha? Que nada! Muito pelo contrário, há vitórias que só podem ser atingidas quando se é “derrotado”, pois é “morrendo que se vive para a vida eterna”! E aqui eu lhe afirmo: existe, sim, aqueles que só vencem ao fracassar, os que abriram mão de ser qualquer coisa que não seja em Deus.

Num mundo feito apenas para os “campeões”, prefiro ser perdedor. E se você quiser saber o que é derrota, eu vou lhe dizer, nas palavras de Martha Medeiros: “derrota é quando a gente ganha dos outros, mas desiste de si mesmo”. A bem da verdade, já desisti de mim muitas vezes, e só continuo por aqui porque “Ele” jamais desistiu...

Carlos Moreira

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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