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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

06 janeiro 2012

Sem Adrenalina e com a Alegria de uma Adriana Natalina




Estamos no dia 5 de janeiro de 2012 [...] e eu tento relaxar um pouco, depois de cinco anos sem férias para descanso. Até agora ainda estou desacelerando... O descanso demora a vir!...

Quando eu vivia uma existência em ritmo de “Campanha Presidencial” — entre 1980 e 1998 — [...] e saí de férias...; isto depois de quase 10 anos sem parar..., nos primeiro 15 dias sentia-me deprimido; sim, inexplicavelmente deprimido...

Então, meu amigo Manfred Grellert me deu pra ler um livro sobre os efeitos da adrenalina no organismo; e, por aquela leitura, diagnostiquei meu mal: excesso dramático de adrenalina no dia a dia da minha devotada existência ao que eu cria ser a missão do Evangelho para minha vida.

Adrenalina é uma droga poderosa, a qual é provisão da Graça de Deus para momentos de perigo na sobrevivência. Por ela faz-se o impensável, suporta-se o insuportável, escala-se o inescalável, alcança-se o inalcançável.

Isto, todavia, é provisão de Deus para os momentos de extremo stress físico, quando a vida depende do choque químico que a Adrenalina produz!...

Entretanto, viver adrenalinizado é o diabo para corpo, a mente e espírito!
Na realidade creio que foi a Graça de um espirito descansado o que me fez sobreviver à agenda adrenalinizada a qual me submeti por tantos anos.

Sim!... Quatro a cinco viagens por semana; entrevistas para todas as mídias seculares e religiosas todos os dias; pregações e mais pregações de modo cotidiano; programas diários de rádio e televisão; reuniões e reuniões; atendimentos que variavam da angustia espiritual dos consultantes às situações mais impensáveis com empresários, políticos, pastores e presos do sistema carcerário; — sem falar nas campanhas de evangelização em estádios de futebol, ginásios de esporte, teatros, praças, praias, centros de convenções, hotéis, etc...

Agreguem-se a isso os “negócios do reino”: como canal próprio de televisão e sua expansão; rádios arrendadas por inteiro; revista própria [Revista Vinde], vendida aos milhares nas bancas e por assinatura; associações de “representação”; responsabilidades na direção de ONGs como o “Viva Rio”; diretorias em boards nacionais e internacionais [como o Comitê de Lausanne, etc...]; levantamento de fundos para manter toda essa parafernália; e, além disso, as ONGs como a Fábrica de Esperanças, com seus 65 projetos atendendo cerca de 24 mil pessoas por mês; a “Atitude e Solidariedade”, dando alimento, roupa e fazendo atendimento humano a mais de 1200 habitantes de rua todas as noites; sem falar num sem número de outras organizações que socorríamos no Brasil e em muitos outros países. Isto, ainda sem falar na “bendita folha de pagamento” e das responsabilidades inúmeras que de tal realidade humana advinham sobre mim diariamente...

Havia ainda os convites para pregar no Brasil e que se acumulavam por cerca de oito anos. Sim, havia grupos que se sujeitavam a entrar numa agenda que somente poderia ser confirmada oito anos adiante...

O mesmo acontecia no exterior!...

Não foram poucas às vezes em que saía de casa cedo de manhã [...], pregava na Europa no mesmo dia três ou quatro vezes, voltava...; e meus filhos não sabiam que eu tinha atravessado o oceano.

Por quatro anos tomei o avião todas as sextas-feiras no Rio para Miami e retornava na terça-feira cedo, em razão de que meus caçulas estavam estudando nos States, e eu não queria ficar longe deles em época tão dramática de suas existências adolescentes. Enquanto isso... — havia livros a escrever, artigos a produzir, textos para jornais seculares como O Globo e O Jornal do Brasil; e nos últimos anos textos semanais para o Jornal Extra, também do Rio.

E haveria mais... Sim, bem mais, mas já cansei apenas de lembrar como era aquele Inferno praticado em nome do Ministério Evangélico e das supostamente inadiáveis “necessidades do Reino de Deus”.

Pobre “Reino de Deus”! Leva a culpa de nossos devaneios e de nossas compulsões religiosas ou mesmo das nossas santas vaidades produtivistas!

Nos últimos anos, entretanto, não pude descansar por circunstâncias de outras naturezas; mas, nem por causa disso, o corpo e a alma deixam de padecer!

Primeiro foi a morte do meu filho Lukas. Fiquei dois anos sem ânimo pra tirar férias depois da partida dele. Trabalhar me descansava... Então veio a morte do meu paizinho. O mesmo aconteceu... Então veio a solidificação da Vem e Vê TV — pregar todos os dias sem precisar sair de casa, e ainda alcançar milhares de pessoas é uma tentação para um apaixonado como eu!...

Você viu que “O Caminho da Graça” não figurou na minha lista atual de atividades estressantes, pois, de fato, não o é. O Caminho, feito de gente boa de Deus, é meu descanso; deles, desses irmãos e irmãs, Deus o sabe, vem parte do meu balsamo!

O “Caminho” não me dá trabalho, só prazer!

Além disso, a vida em família, com minha mulher, filhos e netos é meu descanso e regozijo!

Todavia, depois de cinco anos sem viajar por e para nada, ou apenas para nada fazer, exceto me cansar de descansar, minha mente estava cansada.

Voltarei no dia 11 de janeiro...

Ficarei mais um mês na ativa; preparando o que se pode preparar para o ano; e, depois, sairei mais 15 dias; sim, na companhia de minha mulher, uma filha e uma netinha. Isto apenas para andar à toa...

Então, no dia 23 de fevereiro espero voltar com carga total. Sim, pois creio que 2012 será um ano muito especial; e, se Deus permitir, espero estar bem saudável a espera dele.

Tem gente que me pergunta se sinto alguma saudade de minha vida anterior. Brincadeira! Aquilo nem era vida; era uma existência, mas vida nunca foi!...

Daquela existência só tenho saudades da vida; sim, e esta se restringia aos meus filhos e a tudo o que vivemos juntos; realidades essas que hoje curto com paz com eles ainda [...], mas com os netos muito mais.

No mais, vivo o espírito de Isaías: “Eis que crio novo céu e nova terra; e não haverá mais memória das coisas passadas!...”

Assim, desejo a você um ano de 2012 cheio do amor e da paz de Deus, e apenas com as adrenalinas necessárias a real sobrevivência; sim, a adrenalina que diga respeito à vida, e não à existência feita de artificialidades que são transformadas em supostas  necessidades naturais, sem que o sejam!

Nele, em Quem o stress tem que ter sentido de vida,

Caio Fábio
5 de janeiro de 2012
Copacabana
RJ

05 janeiro 2012

Possessões e Possuídos




"Quando um espírito imundo sai de um homem, passa por lugares áridos procurando descanso e não encontra, diz: ‘Voltarei para a casa de onde saí’. Chegando, acha a casa desocupada, varrida e em ordem. Então vai e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele, e entrando passam a viver ali. E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim acontecerá a esta geração perversa". Mt. 12:43-45.

Já não é de hoje que me apercebi que fenômenos individuais têm, não raras vezes, o poder de se transportar para o coletivo. Em se tratando de manifestações espirituais, isto é ainda mais comum, como podemos ver no texto acima. 

Desde o verso 38, Jesus vem discutindo com os fariseus sobre as marcas daquela geração perversa que, mesmo sendo testemunha de muitos milagres e prodígios, insistia em manter duro o coração e petrificada a consciência. Na verdade, eles nunca se davam por satisfeitos, e pediam mais e mais sinais. 

Em linguagem junguiana, quando um assunto vira o centro das atenções de uma determinada sociedade, como era o caso ali, ou seja, “toda vez que ocorre um fenômeno de massa, um tema do inconsciente coletivo é ativado para através da projeção coletiva poder ser elaborado, compreendido, para que a consciência coletiva possa evoluir através da compreensão daquele tema”.

Aquele fenômeno, na verdade, se transformara em arquétipo, passando a ser dramatizado através das projeções individuais das pessoas. Estas, por sua vez, assumiram papéis de protagonistas no drama existencial coletivo que estava sendo construído e que dizia respeito não só a individualidade de cada uma, mas a totalidade daqueles que compunham àquela “geração”.

No texto de Mateus, Jesus parte de um fenômeno individual, com seus desdobramentos próprios, e chega ao coletivo, afirmando que aquilo que se processava no micro-universo religioso, carregava em si mesmo todas as potencialidades de tornar-se fenomenologia coletiva. Se não, vejamos: “E o estado final daquele homem torna-se pior do que o primeiro. Assim acontecerá a esta geração perversa".

Mas o que estava sendo tratado ali? Quais as subliminaridades do texto que não estão evidentes a “olhos nus”? São duas as questões relativas ao possuído, as quais acabavam se transportando para uma possessão coletiva.

Em primeiro lugar, Jesus usa uma alegoria para tratar da questão individual e interior da vida humana que se torna desprovida de significados e conteúdos. Isto está posto quando ele afirma que o demônio, deixando aquele indivíduo, procura “lugares áridos” para repousar. Ora, aqui fica claro que aquele espírito havia saído de um “lugar árido” em busca de outro, ou seja, que aquela pessoa havia se tornado, pela via da dor, da amargura, do medo, do desespero, do ódio, e de outros matizes da existência, que por diversas formas se instalaram no seu ser, um deserto, uma terra devastada!

Como a “serpente se alimenta do pó da Terra”, usando a metáfora do Gênesis, os principados e potestades se alimentam de toda a produção humana que irradia dos indivíduos rancores, invejas, ciúmes, murmurações, e toda sorte de energia psíquica que, acumulada pelo sofrimento e pela dor, acaba emanado tudo o que é “veneno” e que por fim servirá de “banquete” aos demônios!

Em segundo lugar, Jesus trata do que se processa do lado de fora – “‘Voltarei para a casa de onde saí’. Chegando, acha a casa desocupada, varrida e em ordem...”. Aqui temos a existência na qual se fez uma “maquiagem”, aquela pintura que serve apenas para esconder a sujeira e as marcas profundas que a vida produziu.

De fato, Jesus estava fazendo uma analogia as práticas coletivas da religião de Israel, a qual, apesar de apresentar-se “varrida e ornamentada”, vivia da aplicação performática de ritos e mitos do sagrado, os quais produziam uma espiritualidade caricaturada, onde a “mobília” das liturgias e sacrifícios servia apenas para produzir uma fé de epiderme, um verniz ético, uma crença de fachada, pois os conteúdos não se enraizavam em direção ao coração, não se aninhavam nos escaninhos da alma, não podiam alcançar os meandros da consciência.  

E assim, conclui Jesus, o estado final daquele homem tornara-se pior que o primeiro, pois não há nada mais corrosivo ao ser do que viver no embuste, no estelionato, na falsificação, ser “figueira sem fruto”, amargando existir para fora, numa eterna estação outonal. E ele finaliza afirmando que aquela possessão individual tinha o “poder” de se transladar também para o coletivo “Assim acontecerá a esta geração perversa", como de fato estava ocorrendo.

Quando olho determinadas práticas da “igreja” em nossos dias, e o procedimento da grande maioria dos cristãos, consigo claramente discernir “possessões” individuais que se instalaram no ser pela projeção das “possessões” coletivas e vice-versa, ou seja, é um ciclo interminável que se retroalimenta. Como bem dizia um amigo: “é bronca! Se ficar o bicho pega, mas, se orar, o bicho foge!”. Valha-me Deus!

Carlos Moreira


04 janeiro 2012

Álbum de Retratos




Desde pequeno sempre gostei de fotografia. Lembro que ganhei minha primeira máquina quando viajei de férias para o Rio de Janeiro, em 1981. Era uma Kodak, pequena, e tinha muito menos recursos do que a que tenho agora no meu telefone celular.

Quem viveu essa época lembra-se que era muito comum a gente ter vários álbuns de retratos, quase todos confeccionados de forma temática, ou seja, as fotos de uma viagem, de uma festa de aniversário ou de um jogo de futebol. Hoje, com os avanços da tecnologia, o hábito de confeccionar álbuns de retratos vem diminuindo sucessivamente. As pessoas mantêm suas fotos no celular, no iPad, no computador, e até em porta-retratos eletrônicos que passam as imagens digitais como um letreiro em miniatura.

Recentemente estive olhando alguns álbuns de retratos antigos dos meus pais. Impressionante como eles têm o poder de eternizar momentos, cristalizar emoções e sentimentos que se projetam para muito além do papel. Foi inevitável que as lágrimas me banhassem a face e o coração se enchesse de saudades...

Não sei se você já se deu conta, mas em todo álbum de retratos só existem fotos que revelam alegria, felicidade, ternura, instantes mágicos! Nenhum álbum registra as dores da vida, as perdas, os fracassos e a solidão. É que os álbuns parecem ter sido feitos para guardar apenas coisas boas, jamais as ruins.

Enquanto fitava as fotos dos meus pais, em circunstâncias diferentes de suas vidas, fui lembrando de suas lutas e dificuldades. Quem olhar para aquele álbum sem conhecer a história, terá a impressão de que tudo na vida deles foi maravilhoso. Mas eu sei que não foi bem assim...

Na verdade, a mágica que há por trás de todo álbum de retratos é que, apesar de nele só estarem contidas as cenas mais belas de nossas vidas, entre uma foto e outra, entre um evento e outro, há muita estrada, não raro sofrimentos contidos, ainda que ali não esteja revelado. Sim, entre duas poses, dois sorrisos, dois beijos, dois olhares, existe muita tristeza e todos os matizes dos quais a vida é feita. São esses momentos que acabam por criar a “ponte” que permite que uma foto se una a outra.

Na vida cristã também é assim. Todas as semanas escuto pessoas me dizendo o quanto é difícil viver o Evangelho, na perspectiva do que Jesus propõe. Elas normalmente vêm de uma experiência de conversão daquelas que prometem o céu na terra, acabaram comprando ilusões, foram enganadas por falsas promessas de prosperidade, saúde e bem-estar. Elas queriam um Deus para servi-las, não um Deus para amá-las.

Se eu fosse publicar, com todas as “cores”, o meu álbum de retratos, como discípulo de Jesus, certamente apareceriam mais perdas do que ganhos, mais dores do que alegrias. É que sem sofrimento eu e você jamais nos tornaremos singulares, pois, como disse certa vez o escritor Goethe: “Quanto mais um homem se aproxima de suas metas, tanto mais crescem as dificuldades”.

É dentro dessa perspectiva que o autor do livro do Eclesiastes, no capítulo 3, nos traz uma afirmação difícil de interpretar: “Tempo de atirar pedras e tempo de ajuntá-las.”. Eu creio que isto tem a ver com o caminho que trilhamos em nossas vidas. Há um tempo na vida onde nós “espalhamos pedras” – agimos no impulso, de forma despudorada, sem medirmos as consequências de nossos atos.

Mas, quando chega a idade adulta, quando já estamos talhados pelo cutelo da vida, muitas daquelas “pedras” espalhadas precisam ser novamente recolhidas, uma a uma, pacientemente. Eu já estou vivendo esse tempo, pois, durante muitos anos, espalhei pedras pelas estradas que trilhei...

Hoje, todavia, entendo que essas pedras que diante de mim estão não são meros obstáculos, mas sim grandes oportunidades, ou, como diz o escritor Fernando Pessoa: “Pedras no caminho? Guardo-as to-das; um dia vou construir com elas um castelo...”.

Ah, e quando fizer isso, certamente não esquecerei de bater umas fotos. É para colocar no meu álbum de retratos da vida!

Carlos Moreira


*Na foto acima, Augusto Moreira, Eunice Moreira e Carlos Moreira em 1980

02 janeiro 2012

O Medo: o Maior Gigante da Alma




Para quem tem medo, e a nada se atreve, tudo é ousado e perigoso. É o medo que esteriliza nossos abraços e cancela nossos beijos; que proíbe e nos coloca sempre do lado de cá do muro. 


Esse medo que se enraíza no coração do homem impede-o de ver o mundo que se descortina para além do muro, como se o novo fosse sempre uma cilada, e o desconhecido tivesse sempre uma armadilha a ameaçar nossa ilusão de segurança e certeza.


O Medo, já dizia Mira Y Lopes, é o grande gigante da alma, é o mais forte e a mais atávica das nossas emoções. Somos educados para o medo, para o não-ousar e, no entanto, os grandes saltos que demos, no tempo e no espaço, na ciência e na arte, na vida e no amor, foram transgressões, e somente a coragem lúcida pode trazer o novo, e a paisagem vasta que se descortina além dos muros que erguemos dentro e fora de nós mesmos.


E se Cristo não tivesse ousado saber-se o Messias Prometido? E se Galileu Galilei tivesse se acovardado diante das evidências que hoje aceitamos naturalmente? E se Freud tivesse se acovardado diante das profundezas do inconsciente? E se Picasso não tivesse se atrevido a distorcer as formas e a olhar como quem tivesse mil olhos?


"A mente apavora o que não é mesmo velho", canta o poeta, expressando o choque do novo, o estranhamento do desconhecido.


Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Teixeira de Andrade.

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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