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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

23 junho 2011

Aviso aos Navegantes!

Estive postando pouco nos últimos meses em função de estar com excesso de trabalho e também escrevendo a minha monografia de conclusão do curso de filosofa que, inclusive, trata do fenômeno dos "desigrejados": mito ou prenúncio de um cristianismo alternativo?

Depois de corrigida pelo professor, colocarei a tese aqui para download para quem desejar... Agora preparem-se! Vai vir textos de todos os lados, inclusive a nova seção de postagem de mensagens em vídeo está bombando! Os números do Vimeo são espantosos! Fico feliz em poder alcançar a outros com a mensagem do evangelho.

 Você, amigo do caminho, que gosta do que escrevo ou prego, dá uma força e trás alguém para o blog. Tem tanto conteúdo legal que sei que quem o ler será edificado. Na parte superior do lado direito, basta a pessoa colocar o e-mail e receberá as atualizações sempe que elas forem feitas.

Ah, e não esquece de pedir para ela se cadastrar entre os seguidores, ok? Depois de alguma resistência, enfim, entrei no Twitter. Me disseram que isto iria dinamizar o blog e, por isso, estou fazendo mais este esforço. Em breve você vai poder me seguir por lá. Já é possível me acompanhar.

Na parte superior lado direito, existe a opção para quem quer me seguir no Twitter. Bem, é isso! Bom feriado a todos. Devo postar algo por estes dias. Beijão,


Carlos Moreira

22 junho 2011

Uma Mesa no Deserto



Quem me vê sorrindo, não conhece os meus dramas; quem me vê sonhando, não discerne as minhas limitações; quem me vê chorando, não entende os meus motivos; quem me vê sofrendo, não compreende as minhas razões.

Hoje estou me sentindo como Sansão, vencido pelos dilemas, soterrado por contradições. Estou girando em torno da roda de moinho da existência. Já dei várias voltas ao redor do mundo sem sequer sair do lugar. Sim, eu sei que há dias nublados, cinzentos, há dias de dor e solidão, “tempo de chorar e tempo de sorrir”...

Descobri, já faz algum tempo, que eu sou de osso, não de aço. Não faço parte desta geração que não sente dor, que não sente medo, que não fica doente, que não peca, que não se contradiz. Fui formado em uma “forma” diferente, sou o mais comum dos comuns, ainda permaneço como substância informe, meu interior é coberto de sombras e silêncios, sou ser por fazer-se, incompleto, inconstante, imperfeito.

Estou com fome de vida, preciso de um gole de esperança. Sinto dores por fora, calafrios por dentro. Talvez você não entenda o que é isso, pois provavelmente você foi feito numa outra “linha de produção”. Você é mais maduro, mais moderno. Eu não. Eu sou ser da terra, feito do barro, criado do pó. O Espírito Eterno soprou em minhas narinas e eu ganhei um pequeno fôlego de vida, coisa passageira, tênue. Logo, logo, eu sei, ele se extinguirá.

Já andei pelos lugares altos, e sei também o que é se arrastar com a cara no chão. Aprendi a viver mais com o não do que com o sim. De tanto apanhar da vida, acabei aprendendo a dar significados as minhas derrotas. Eu vivo de restos; aquilo que outros desprezam eu colho como frutos de misericórdia. Tenho semeado com lágrimas, por isso ainda espero um dia colher algo com um pouco de alegria... 

Há momentos em que eu me sinto como alguém que caminha pelo deserto, um beduíno, um andarilho sem destino. Eu não sei qual foi a porta que eu abri mas, quando dei por mim, já estava aqui. Curioso, também, é que eu não sei como sair; as portas daqui só possuem maçanetas pelo lado de fora! Aqui é todo canto e lugar nenhum...

Deus é a minha esperança, e isso é tudo o que a minha alma sabe. Enquanto o pó da existência se acumula nos meus pés cansados de tanto caminho, lembro-me das palavras do “pequeno príncipe” – não o de Exupery – e faço a minha prece: “prepares para mim uma mesa na presença dos meus adversários, uma mesa no deserto, e então derrame óleo sobre a minha cabeça para que o meu cálice transborde”.

Ensina-me, eu te peço, a viver com retidão, a não desprezar a correção, a meditar em tua palavra e a guardar puro o meu coração. Eu sei que se isso eu fizer, certamente “bondade e misericórdia me acompanharão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor para todo o sempre”.  

Quem puder entender, então que entenda... Quem não puder, apenas leia... Quem não ler, melhor fará...


Carlos Moreira

16 junho 2011

O Homem Acordado


Cada vez que paro e reflito sobre as coisas com as quais estou envolvido sinto que “corro atrás do vento”. Boa parte daquilo que eu faço não me levará a lugar algum; constato com tristeza.

Percebo isso com mais clareza quando o meu corpo exausto de uma rotina sem sentido adoece. As doenças, em alguns casos, são as melhores amigas do ser humano porque o fazem perceber a sua loucura.

Elas nos ajudam a sair de nós mesmos e ver como são fúteis os projetos nos quais estamos envolvidos. Como observou Nietzsche certa vez: “É preciso sair da cidade para ver a que altura fica às torres”.

Estamos afundados até o pescoço em uma grande ilusão. Aquilo que chamamos erroneamente de “ganhar a vida”, não passa de algo que nos ajuda
a perdê-la. Como dizia uma antiga música de Belchior: “caminhamos para a morte pensando em vencer na vida”.

As nossas muitas e fúteis atividades não nos deixam tempo nem para mastigar a comida que comemos. Fazemos uma coisa pensando na próxima, nos deitamos hoje pensando no trabalho de amanhã.

Um dia me apanhei comendo enquanto caminhava para o local de trabalho porque para mim tornou-se comum comer andando e dirigir comendo. Como podem ser saudáveis e felizes pessoas que comem enquanto andam?

A maior parte das coisas que fazemos tem finalidades egoístas e mesquinhas. Além do mais, as pessoas com quem nos relacionamos todos os dias, em sua maioria, sentiriam grande prazer em nos verem arruinados.

Tudo isso não poderia ser diferente uma vez que objetivos mesquinhos geram pessoas mesquinhas. Não passamos de máquinas burras de trabalhar que deveriam procurar fazer menos e ser mais.

Somos escravos das próprias necessidades que criamos em um ato de loucura e disparate. Falamos de liberdade e vivemos cada vez mais cativos; forjamos as próprias correntes que nos prendem nas trevas como os homens do mito da caverna de Platão!

Talvez o antídoto para tudo isso seja deixar um pouco de lado a realidade, dormir e sonhar. Pois, como explicou Erich Fromm: “no sono, o reino da necessidade cede lugar ao da liberdade”. Só somos livres de fato enquanto dormimos!

Talvez precisemos primeiro adormecer para só depois despertar. O homem acordado dorme, mas aquele que sonha realmente acordou.


André Pessoa via Século XXI

06 junho 2011

Papo de Graça com Caio Fábio

Assista ao Papo de Graça com Caio Fábio sobre a pesquisa  "O Crente e o Sexo". Presentes eu e o Danilo representando o Genizah como Editores. 



O crente e o sexo | Papo de Graça from Caminho da Graça | Oficial on Vimeo.

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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