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Jesus dizia a todos: "Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Lucas 9:23.

20 agosto 2009

Tratado Sobre Unidade?


João 17…

Não adianta fazer força, pois, unidade entre pessoas, genuína unidade, fruto de amor e tolerância, não se manifesta pela força do homem, embora seja simples como respirar...; isto quando se respira amor de Deus.

Jesus não deu um método e nem postulou uma Unidade Oficial ou Institucional.

Não havia tal coisa...

Os que ouviram Jesus sabiam que Unidade era o mesmo que amor em exercício, com todas as suas implicações...

E mais:

Os que ouviram Jesus dizer tais palavras sabiam que se Ele não vivesse neles... tudo aquilo seria totalmente impossível...

Afinal, com Jesus entre eles..., eles ainda brigavam... Imagine só eles sem Jesus, mas fazendo tudo em nome de Jesus, e sem o amor de Jesus em seus corações — o que sobraria da experiência se não aquilo que hoje chamamos de “Cristianismo” e de “Igreja”?...

Sim, nesse sentido o “Cristianismo” é coerente consigo mesmo e com sua fundação no Século IV da “Era Cristã”...

Digo isto porque o “Cristianismo” é a tentativa de organizar a fé sobre bases e fundamentos humanos de poder, de institucionalidade e de intelectualidade capaz de explicar Deus e demonstrar a superioridade da tese cristã sobre o resto da humanidade perdida...

Jesus, todavia, disse que a Unidade a qual Ele fazia referencia era um milagre...

Sim, teria e tem a ver apenas com aquilo que Ele pediu ao Pai: “Eu neles; tu em mim; eles em nós; para que sejam aperfeiçoados na unidade”...

E disse que a única apologia que o Evangelho teria no mundo seria a do poder e da evidencia simples do amor!...

Ora, tal realidade ganha contornos objetivos e históricos na manifestação do amor, e apenas do amor; pois, do contrário, tudo mais que se crie é confraria, é maçonaria, é clube santo, é “igreja”, é o que se tem visto... — e que é tudo, menos manifestação de amor no mundo, e, menos ainda, pelo mundo...

Entretanto, tal Unidade não espera acontecer...

Quem ama e vive com Ele, Nele, e Ele no Pai — esse não espera encontrar comunhão intelectual com ninguém, mas, sobretudo, busca servir, não importando a identificação...

Sim, pois tal Unidade se baseia em amor e não em acordo de opiniões...

Se o outro conhece o Senhor mesmo, a unidade acontece como a vida ou como o nascimento... Se, porém, o outro não conhece o Senhor, será mesmo assim e, sobretudo, servido...; pois amor tem como seu Dogma único o servir e o se dar...

Assim, onde há amor, há unidade; e onde não há amor, pode-se ter tudo, inclusive acordo doutrinário, mas jamais haverá unidade segundo Deus.

Ora, a grande manifestação do amor que testemunha a unidade no mundo e entre os homens somente é de serviço...

Sim, o que Jesus chamou de Igreja teria e tem que ser o povo do amor em serviço, uns pelos outros e pelo mundo inteiro...

Mas a “Igreja” não quer servir, quer ser servida; não quer amar, quer ser amada; não acredita no silencio esmagador das obras de amor, mas apenas em discursos; não pode nem mesmo se imaginar servindo aos pagãos da Terra, mas apenas sonha com os pagãos em submissão à “igreja”...

Desse modo, com tal espírito, com esse animo de “Alexandre, o Grande”, com essa vontade soberana dos Casares, com esse fervor mulçumano fundamentalista, e com esse surto de importância histórica que assomou a “igreja”—o resultado tem que ser o que foi e o que é; posto que não haja em tal “igreja” nada do Espírito de Jesus, nada do Servo de Todos, nada daquele que disse que nossa vida seria entregá-la todos os dias, em amor e serviço à vida e ao mundo perdido...

Toda tentativa humana de unidade apenas acentua as diferenças e abisma os homens...

Sim, pois Unidade é apenas unidade... — e isso só nasce do amor que não faz perguntas, mas apenas se dá como Jesus se Deus...

Agora leia João 17 e veja que a suma de tudo é o que está dito acima!



Nele, que não escreveu um Tratado sobre Unidade, mas ensinou o caminho do amor,

Caio Fábio

Os Profetas


Os profetas marcaram a história judaica por se oporem ao cerimonialismo religioso sustentado pela lógica sacrificial e pelo peleguismo sacerdotal. Eles forneceram conteúdos éticos à consciência política e ao tecido social. Os profetas encararam o rei para defender viúvas pobres. Amargaram a pobreza para denunciar desvios morais entre o povo.

Os profetas eram moscas que atrapalhavam a sala do perfumista corrupto; suas palavras, martelos que despedaçavam corações de pedra; seus olhos, faíscas do fogo consumidor da justiça. Se vidas corriam perigo, não temiam descer em fossas fétidas. Não havia dinheiro que os comprasse. Os profetas desmascaravam personagens que ritualizavam a espiritualidade, desdouravam promessas de paz e caminhavam na contramão do sucesso.

Os profetas detectavam os blefes do jogo do poder. De dedo em riste, saiam do palácio para clamar no deserto. Mesmo sabendo que não seriam ouvidos, insistiam em prenunciar os despenhadeiros que a falta de amor abria. Prometiam trevas pela falta de ética e morte pelo egoismo. Desprezados em vida, precisaram esperar que o futuro lhes desse razão. Mas mesmo assim perseveram sob ameaça de assassinato e ostracismo.

Os profetas sentiram as dores divinas. Percebendo que a história descambava, se colocavam na brecha. Vendo que os acontecimentos fugiam do controle divino, vociferavam maldições. Os profetas sofriam, indignados com a banalização da vida e com a morte desnecessária de inocentes. Mais que porta-vozes do além, encarnavam o coração paterno de Deus.

Os profetas foram sentinelas nas muralhas que protegiam as cidades, bússulas na incipiente ética primitiva, faróis da esperança futura. Israel deve a eles sua permanência histórica mesmo tendo sido considerado uma Sodoma e se mostrado mais vil que os povos inumanos que o rodeavam. O judeu só não desapareceu como esterco da história devido a Isaías, Ezequiel, Oséias e outros.

Os profetas continuam necessários. Sem eles, as pedras clamam, Deus não fala, o futuro inexiste, toda a perspectiva se esgarça e o inferno se viabiliza. Nunca se precisou tanto deles, principalmente, agora, nesse protestantismo cooptado pelo mercado e instrumentalizado pela ganância.

Soli Deo Gloria

Ricardo Gondim

18 agosto 2009

O Deus que Age Fora de Nossos Arraiais


O Deus que age fora dos nossos arraiais Para começarmos nossa presente discussão, gostaria de compartilhar duas composições de duas bandas que começaram suas atividades nos anos 70. A primeira letra diz o seguinte:


Você já pensou sobre sua alma / Será que ela pode ser salva? / Ou talvez você pense que quando estiver morto / Você vai simplesmente ficar no túmulo / Deus é só um pensamento na sua cabeça / Ou ele é uma parte de você? / Cristo é só um nome que você leu em um livro / Quando você estava na escola? / Quando você pensa na morte, você perde o fôlego / Ou fica tranqüilo? / Você gostaria de ver o papa enforcado? / Você acha que ele é bobo? / Bem, eu vi a verdade, sim, eu vi a luz / E mudei o meu caminho / E estarei preparado quando você estiver sozinho e assustado / No fim de nossos dias / Será que você ficaria com medo do que seus amigos poderiam dizer / Se eles soubessem que você crê no Deus Altíssimo? / Eles compreenderiam antes de criticar / Que Jesus é o único caminho para o amor / Sua mente é tão pequena que você tem que desabar / Com a sua turma por onde quer que você corra? / Você ainda zomba quando a morte se aproxima / E diz que eles podem muito bem adorar o sol? / Acho que é verdade que foi gente como você / Que crucificou a Cristo / Acho triste que a sua opinião / Tenha sido a única levada em consideração / Você estará tão certo quando o seu dia chegar / Ao dizer que não crê? / Você teve a chance, mas você a jogou fora / Agora você não pode reavê-la / Talvez você pense antes de dizer que / Deus está morto e enterrado / Abra seus olhos e entenda que Ele é o Único / O Único que pode salvar você de todo este pecado e ódio / Ou você ainda zomba de tudo o que ouve? / Sim, acho que é tarde demais.


É bem interessante. Agora, vejamos a segunda composição:


Eu O vi na multidão / Um monte de gente se reuniu ao redor dEle / Os mendigos gritavam e os leprosos O chamavam / O velho não disse nada / Apenas ficou fitando-O / Todos estão indo ver o Senhor Jesus / Então chegou um homem que caiu perante Seus pés / Impuro, disse o leproso, e tocou o seu sino / Sentiu a palma de uma mão tocar sua cabeça / Vá, vá, você é um novo homem / Todos estão indo ver o Senhor Jesus / Tudo começou com três sábios / que seguiram uma estrela que os guiou até Belém / E fizeram com que isso fosse conhecido em toda a terra / O líder dos homens nasceu / Todos estão indo ver o Senhor Jesus


A primeira letra parece ser de alguma banda evangélica que confronta, face a face, a obstinação do pecador em recusar a oferta salvífica de Cristo. A segunda letra parece ser de alguma banda de louvor e adoração que resolveu retratar algum episódio bíblico, convidando ao ouvinte a também seguir o Senhor.


A banda responsável pela primeira letra ficou conhecida como a primeira banda de heavy metal da história. O seu nome é derivado de rituais de magia negra. É o Black Sabbath.


Já a banda responsável pela segunda letra ficou conhecida pela alta qualidade de sua música, que misturava rock com componentes progressivos e orquestrais, e pela teatralidade de seu vocalista. O nome da banda é uma antiga gíria para designar homossexual. Estamos falando do Queen.


Não é estranho que Black Sabbath e Queen fossem capazes de produzir músicas de conteúdo espiritual tão profundos e tão belos? Não é de se estranhar que, segundo a mentalidade evangélica segregacionalista e auto-centrada de hoje em dia, pessoas notoriamente contrárias à fé cristã falarem tão abertamente da realidade do Reino de Deus?


Estranhamos pelo fato de sofrermos da mesma miopia religiosa dos judeus do tempo de Jesus, que ficaram bravos quando Ele disse que Naamã, general sírio, havia sido curado de sua lepra por Deus, mesmo havendo tantos israelitas contemporâneos ao ele padecendo da mesma enfermidade (Lc 4.27). Estranhamos pelo fato de não compreendermos o que significa Graça Comum e imagem de Deus.


O que é Graça Comum?


Graça é o favor de Deus que nós não merecemos. É o Seu amor por nós, pecadores. Deus nos ama a ponto de enviar Seu Filho para morrer em nosso lugar naquela cruz. Mas Graça não é apenas isso.


A Graça de Deus também faz com que o mundo em que vivemos não se torne insuportável. A Graça de Deus manda chuva e sol, estações chuvosas e estações secas, frio e calor, sobre pessoas tementes a Ele e sobre pessoas que O rejeitam de modo completo . A Graça de Deus faz com que o homem não-regenerado saiba que, mesmo no seu mais profundo íntimo, existe o certo e o errado . A Graça de Deus, derramada sobre a Criação, sustentando-a, é designada Graça Comum.


Imagem e semelhança de Deus


Outro aspecto que negligenciamos é a doutrina da imagem de Deus. Como evangélicos, tendemos a pensar em todas as coisas de uma maneira maniqueísta: espiritual x material. Assim, temos dificuldade em entender o homem como imagem de Deus sem relacionar este fato com a sua espiritualidade, ou melhor, com sua filiação denominacional.


Ainda que o homem seja pecador, ele carrega em si uma identidade com o Criador. Tal identidade, a imagem e a semelhança – os dois termos são usados como sinônimos – faz com que ele seja distinto do restante da Criação.


Um mero animal não faz escolhas baseadas em um senso de justiça. Um animal não chega a conclusões lógicas baseadas em um pensamento abstrato. Os animais inferiores estão presos aos seus instintos, mas o homem possui a liberdade moral, ainda que limitada. Enfim, um animal não possui a capacidade de se encantar com a Ária na corda Sol de Bach, apreciar algum quadro de Salvador Dalí, se divertir lendo textos de Luís Fernando Veríssimo ou se entreter com algum filme hollywoodiano.


Tais características – senso de justiça, raciocínio lógico, espiritualidade e senso de estética – são o que teólogos classificam como imagem de Deus.


Obviamente que tal imagem foi seriamente prejudicada pelo pecado. Se, antes da Queda, poderíamos ver a assinatura de Deus na natureza, hoje, só podemos ter consciência de Deus e de nossa necessidade dEle através Palavra.


Manifestações culturais


Cristo pode ser manifesto na cultura, não sendo um produto dela, e nem estar contra ela. A soberania de Deus se estende em toda a Sua Criação; Ele não está restrito aos evangélicos apenas.


Grandes obras de nossa literatura contemporânea, como O Senhor dos Anéis e As Crônicas de Nárnia, apresentam a realidade do Evangelho de maneira implícita, lançando mão de elementos culturais europeus arcaicos e mitológicos. Embora os seus autores fossem cristãos – J. R. R. Tolkien e C. S. Lewis – não foram superficiais em seus trabalhos escritos, usando elementos religiosos cristãos. Podemos ver a figura de Jesus em Gandalf e em Aslam, o que nos mostra que Cristo pode se apresentar na cultura, ainda que esta não seja explicitamente cristã. E isto se deve à imagem de Deus no homem – ainda que não-regenerado – e à Graça Comum.

Texto extraído do Blog do Digão [dica do Pavablog]

17 agosto 2009

Produtos cristãos movimentam R$ 137 bilhões


Os bonecos de Jesus Cristo, Sansão e Davi entram num mercado que movimenta 75 bilhões de dólares por ano no mundo (R$ 137 bilhões).

Os produtos fazem parte de um setor que cresce ano a ano: o da linha cristã, que inclui infinidade de artigos alusivos à fé. Em 2006, este ramo comercializou 4,6 bilhões de dólares só nos Estados Unidos.

Fonte: O Dia Online [via Fora da Zona do Conforto]

Não é à toa que tantos produtos seculares tem agora a sua versão gospel.
Já há pastores que interrompem seus cultos para oferecer produtos e serviços especiais aos fiéis.

Daqui há pouco os templos estarão cheios de outdoors espalhados por suas paredes.

Logo no início do culto, poderemos assistir no telão a um video que dirá: Este culto é um oferecimento de Coca-cola. E ao término de cada louvor, um minuto de comercial.

Será que estou sendo profético? Espero que não!

Hermes Fernandes via http://hermesfernandes.blogspot.com/

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É importante esclarecer que este BLOG, em plena vigência do Estado Democrático de Direito, exercita-se das prerrogativas constantes dos incisos IV e IX, do artigo 5º, da Constituição Federal. Relembrando os referidos textos constitucionais, verifica-se: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato" (inciso IV) e "é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença" (inciso IX). Além disso, cabe salientar que a proteção legal de nosso trabalho também se constata na análise mais acurada do inciso VI, do mesmo artigo em comento, quando sentencia que "é inviolável a liberdade de consciência e de crença". Tendo sido explicitada, faz-se necessário, ainda, esclarecer que as menções, aferições, ou até mesmo as aparentes críticas que, porventura, se façam a respeito de doutrinas das mais diversas crenças, situam-se e estão adstritas tão somente ao campo da "argumentação", ou seja, são abordagens que se limitam puramente às questões teológicas e doutrinárias. Assim sendo, não há que se falar em difamação, crime contra a honra de quem quer que seja, ressaltando-se, inclusive, que tais discussões não estão voltadas para a pessoa, mas para idéias e doutrinas.

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